Na última segunda-feira, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciou a anulação de precatórios irregulares que totalizam R$ 2 bilhões, os quais haviam sido emitidos contra o governo federal.
Decisão do CNJ e Contexto Legal
Essa ação foi liderada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, em resposta a um pedido de suspensão feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). Os precatórios em questão estavam depositados em contas judiciais desde 2023 e foram emitidos antes da conclusão do processo judicial, o que, segundo o CNJ, configura uma irregularidade.
Cancelamento Anterior de Precatórios
Essa decisão se soma a uma medida anterior, que resultou no cancelamento de precatórios no valor de R$ 4,7 bilhões, também considerados irregulares. Esses títulos estavam relacionados a transações realizadas pelo Banco Master.
Repercussão do Caso do Banco Master
A situação envolvendo os precatórios do Banco Master ganhou destaque após uma reportagem do Portal Metrópoles, que revelou um contrato de R$ 427 milhões entre o banco e o escritório da advogada Camilla Ramos, casada com o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Contratos e Declarações
O escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos confirmou a existência de um contrato com o Banco Master para atuar em processos relacionados a precatórios, mas destacou que não recebeu pagamentos por serviços prestados, seja por pró-labore ou êxito.
Essas decisões do CNJ refletem um esforço contínuo para garantir a legalidade e a transparência na emissão de precatórios, assegurando que os recursos públicos sejam utilizados de maneira adequada.


