Desde que Javier Milei assumiu a presidência da Argentina, o cenário econômico do país tem enfrentado sérias dificuldades, resultando no fechamento de mais de 31 mil empresas e na eliminação de 245 mil empregos formais. Esses números refletem uma crise que afeta significativamente o setor empresarial e o mercado de trabalho.
Fechamento de Empresas e Impacto no Emprego
De acordo com o informe Monitor Mensal de Empresas da Fundar, a Argentina viu um declínio de 6,1% no número total de empresas registradas durante a gestão de Milei, um retrocesso comparável ao que ocorreu durante a pandemia. Entre os 18 setores analisados, 14 apresentaram redução, afetando 23 das 24 províncias do país.
Setores e Empresas Atingidos
A única província que se destacou positivamente foi Neuquén, beneficiada pela exploração de gás natural em Vaca Muerta. No entanto, a indústria como um todo registrou uma retração de 2,6% em 12 meses, com setores como equipamentos eletrônicos e médicos enfrentando quedas alarmantes de 19,1%.
Crescimento do Desemprego e Mudanças no Mercado de Trabalho
O fechamento de empresas resultou na perda de 245,6 mil empregos formais entre novembro de 2023 e junho de 2024, representando uma queda de 3,9% no total de empregos registrados. Apesar disso, houve um aumento de 169 mil trabalhadores autônomos, sugerindo uma transição para atividades menos protegidas.
Taxa de Desemprego em Ascensão
A taxa de desemprego na Argentina subiu para 7,9% da população economicamente ativa no primeiro semestre de 2026, uma alta de 0,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa situação gera preocupações sobre a fragilidade do mercado de trabalho.
Contrastes: Inflação e Emprego
Enquanto a taxa de desemprego cresce, a inflação apresenta sinais de alívio, caindo de 289% em abril de 2024 para 33,5% em agosto do mesmo ano. No entanto, especialistas alertam que essa estabilidade é volátil e depende de cortes de gastos públicos e empréstimos do FMI.
Desafios da Moeda e Indústria
A valorização do peso argentino, embora ajude a controlar a inflação, prejudica a competitividade da indústria local, resultando em uma contração do setor e no aumento do desemprego. A dívida externa de US$ 350 bilhões também indica a fragilidade da economia argentina.
Avaliações Críticas da Gestão de Milei
A agenda econômica de Milei tem recebido apoio de setores financeiros e da mídia, mas enfrenta críticas, até mesmo de publicações que inicialmente apoiaram suas políticas. A revista The Economist, por exemplo, destacou a necessidade de um crescimento mais robusto e uma abordagem menos dramática na gestão econômica.
Respostas do Governo
Em resposta às críticas, Javier Milei defendeu sua política econômica em conferência em agosto, refutando as análises negativas sobre o desempenho do país. No entanto, os desafios econômicos continuam a ser uma preocupação central para a população argentina.
A situação econômica da Argentina sob a liderança de Javier Milei ilustra um período de transição repleto de desafios, onde o fechamento de empresas e o aumento do desemprego contrastam com a queda na inflação, revelando a complexidade da recuperação econômica do país.


