Importância do Diagnóstico Precoce da Baixa Visão na Infância

3 Tempo de Leitura
© Bruno Peres/Agência Brasil

A visão infantil desempenha um papel crucial no desenvolvimento global da criança, influenciando aspectos motores, cognitivos, de comunicação e sociais. A perda visual em tenra idade pode impactar negativamente não apenas o aprendizado escolar, mas todo o processo de crescimento e formação da criança.

A Relevância do Diagnóstico Precoce

De acordo com a oftalmologista Maria de Fátima Neri, que participou do 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia em Salvador, a baixa visão na infância não se resume a uma simples diminuição da acuidade visual. Intervenções precoces são fundamentais, pois quanto mais cedo a criança receber suporte, maior será a possibilidade de aproveitar a visão residual para desenvolver habilidades funcionais.

Consequências da Baixa Visão

A baixa visão pode prejudicar a percepção visual, a exploração do ambiente e a autonomia da criança, afetando diretamente sua aprendizagem e comunicação. É essencial entender como a criança utiliza sua visão residual e quais atividades diárias são impactadas por essa condição.

Causas Comuns de Baixa Visão na Infância

Maria de Fátima Neri destaca várias causas que podem levar à baixa visão em crianças, incluindo:

• Retinopatias devido a infecções como sífilis e toxoplasmose • Catarata congênita • Glaucoma congênito • Anomalias do nervo óptico • Albinismo • Distrofias hereditárias da retina • Alta miopia • Doenças neurológicas • Deficiências visuais corticais • Prematuridade

Sinais de Alerta e Avaliação

É importante que os pais estejam atentos a sinais de alerta, como a incapacidade da criança de acompanhar objetos, falta de fixação ocular e dificuldades em ambientes com pouca luz. A avaliação deve incluir perguntas sobre a interação da criança com o ambiente e suas habilidades em reconhecer rostos e objetos.

Abordagem para Habilitação

O processo de habilitação deve abordar diversas áreas, incluindo estimulação visual, uso de recursos ópticos e não ópticos, tecnologia assistiva, terapia ocupacional, fonoaudiologia e apoio psicológico. A integração dessas áreas é fundamental para promover o desenvolvimento global da criança.

Considerações Finais

A oftalmologista enfatiza que encaminhar uma criança com baixa visão para tratamento não é apenas uma questão de cuidar da visão, mas sim de proteger seu desenvolvimento e autonomia. O reconhecimento e a intervenção precoces são essenciais para garantir um futuro mais promissor para essas crianças.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe está notícia