No último sábado, o governo do Peru instaurou um estado de emergência em cinco presídios de alta segurança, visando reforçar a segurança nas instalações. Essa decisão, que permitirá a atuação conjunta da polícia e das forças armadas, foi motivada por crescentes preocupações da população sobre a segurança pública.
Objetivos e Duração da Medida
A medida, que terá validade de 60 dias, foi implementada pela administração da presidente Keiko Fujimori, que assumiu o cargo recentemente. O foco principal é o combate a organizações criminosas que operam a partir das prisões, uma preocupação crescente em meio ao aumento da criminalidade.
Contexto e Consequências
As cinco unidades prisionais afetadas concentram cerca de 50% dos detentos envolvidos em atividades criminosas organizadas, conforme informações do governo. Com a nova medida, as autoridades estão autorizadas a tomar ações para proteger o espaço aéreo e o espectro eletromagnético nas proximidades das prisões, o que indica um esforço mais amplo para controlar as operações ilícitas.
Cenário de Segurança no País
Os dados recentes mostram que a taxa de homicídios no Peru aumentou para 10,7 por 100 mil habitantes no último ano, em comparação aos 10,1 registrados em 2024. Este cenário alarmante foi acentuado por um incidente recente, onde homens armados, que se apresentaram como policiais, assassinaram quatro pessoas e sequestraram um empresário do setor de mineração, que foi libertado após o pagamento de um resgate.
Ações Legislativas em Andamento
Em resposta à crescente violência, o governo também solicitou ao Congresso a concessão de poderes legislativos por 120 dias para classificar organizações criminosas como ‘terroristas’. No entanto, essa proposta enfrentou resistência da oposição, que levantou objeções ao pedido.
Com essa série de medidas, o governo peruano busca enfrentar a complexa realidade da segurança pública, almejando um controle mais efetivo sobre as atividades criminosas que ameaçam a estabilidade e a segurança da população.


