Laudo Pericial Confirma Homicídio de Policial em São Paulo

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© Gisele Alves Santana/ Instagram

Uma nova investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana, descartou a hipótese de suicídio, conforme evidenciado em um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo, publicado no dia 1º. O documento detalha que a análise das evidências materiais presentes na cena do crime contradiz a versão de que Gisele teria tirado a própria vida.

Evidências que Descartam Suicídio

O laudo pericial revela que a disposição das manchas de sangue e outros elementos coletados no local da ocorrência são incompatíveis com um ato suicida. Em suas conclusões, o laudo afirma que “a hipótese de intervenção de uma segunda pessoa se sustenta diante de todos os elementos analisados, não havendo evidência que a contradiga”.

Circunstâncias da Morte

Gisele foi encontrada morta com um disparo na cabeça em seu apartamento no dia 18 de fevereiro. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, seu parceiro, estava presente e inicialmente relatou a situação como um suicídio, que depois foi reclassificado como morte suspeita. A família de Gisele sempre rejeitou a versão do suicídio.

Desdobramentos Legais

O tenente-coronel foi preso um mês após o incidente e atualmente se encontra detido no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. O advogado da família da vítima, José Miguel Silva Junior, comentou que a confirmação do laudo não é uma surpresa, já que laudos anteriores já haviam indicado que Gisele não cometeu suicídio. Silva Junior ressaltou que a perita afirmou claramente que a vítima não tinha condições de realizar tal ato.

Próximos Passos no Processo

Uma audiência está programada para o dia 8, onde o réu será interrogado. O advogado destacou que a defesa do acusado fez questionamentos durante o processo, mas que as respostas obtidas apenas reforçam as evidências de homicídio, isolando a negativa dele sobre a acusação.

Revelações Adicionais

Laudos necroscópicos iniciais do Instituto Médico Legal (IML) já indicavam lesões na face e no pescoço de Gisele, sugerindo agressão. Uma testemunha relatou ter ouvido um disparo às 7h28 do dia em que Gisele morreu, enquanto a chamada de socorro foi feita quase trinta minutos depois. O advogado também mencionou que uma foto da vítima com a arma na mão, tirada pelos socorristas, é uma evidência que contraria a narrativa de suicídio, uma vez que tal situação é considerada atípica.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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