O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apresentou uma proposta significativa para orientar os julgamentos relacionados ao uso de deep fakes nas redes sociais durante as campanhas eleitorais.
Entendendo o Deep Fake e sua Proibição
Deep fakes referem-se a conteúdos manipulados digitalmente com o intuito de prejudicar a imagem de candidatos. Esse tipo de material é expressamente proibido pelo TSE, uma vez que pode gerar desinformação e influenciar negativamente o processo eleitoral.
Proposta de Definição
Mendonça argumenta que é essencial diferenciar entre conteúdos sintéticos gerados por inteligência artificial e deep fakes, a fim de assegurar a segurança jurídica nas decisões do tribunal. Ele define deep fake como qualquer conteúdo de áudio ou vídeo que, por meio de alterações digitais, cria uma falsa percepção de autenticidade.
Contexto da Proposta
A proposta surgiu em resposta a uma ação que solicitou a remoção de um vídeo que supostamente apresentava o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, em situações que foram contestadas como falsas. O ministro fundamentou a suspensão do vídeo pela falta de registros reais do candidato.
Discussões no TSE
Recentemente, os ministros do TSE se reuniram para discutir estratégias de combate às deep fakes nas campanhas eleitorais. O presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, convocou a reunião para estabelecer diretrizes sobre como o TSE deve atuar diante dessa problemática.
Regras e Diretrizes para o Uso de IA
Em março deste ano, o TSE implementou normas que regem a utilização de inteligência artificial nas eleições. Estas regras visam proteger a integridade do processo eleitoral, proibindo que provedores de IA sugiram candidatos aos eleitores.
Além disso, para combater a misoginia digital, o TSE vetou postagens que envolvem montagens com candidatas, bem como conteúdos de nudez e pornografia. A Corte também deixou claro que provedores de internet poderão ser responsabilizados judicialmente por não remover perfis falsos e conteúdos ilegais.
Conclusão
A proposta de Mendonça representa um passo importante na luta contra a desinformação nas eleições. Compreender e regular o uso de deep fakes é fundamental para garantir a transparência e a integridade do processo eleitoral brasileiro, assegurando que os eleitores possam tomar decisões informadas e livres de manipulações.


