Petrobras Anuncia Redução de 14,2% no Preço do Querosene de Aviação

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© Rovena Rosa/Agência Brasil

A Petrobras revelou, nesta segunda-feira, uma significativa diminuição de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV), o que equivale a uma redução de R$ 0,93 por litro. Com essa alteração, o novo preço nas refinarias varia entre R$ 5,48 e R$ 5,69 por litro.

Detalhes da Redução

O preço do QAV é ajustado mensalmente, sempre no primeiro dia do mês. Esta queda é a primeira após uma sequência de três aumentos, sendo o último um reajuste de impressionantes 55% em abril. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) destaca que o QAV representa 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.

Fatores que Influenciam os Preços

Desde o início do ano, o QAV acumulou um aumento de 54,5%, ou seja, R$ 1,98 por litro. Os reajustes anteriores foram atribuídos a consequências do conflito no Oriente Médio, que afetou a passagem de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz. A Petrobras esclarece que a nova redução reflete uma estabilização nas cotações internacionais.

Política de Preços e Parcelamento

A empresa também reiterou que sua política de preços é baseada em uma fórmula contratual que proporciona ajustes mais suaves em comparação ao mercado internacional, onde os preços podem variar diariamente. Apesar da redução, a Petrobras manterá a opção de parcelamento da compra do QAV em até seis vezes, uma medida que visa mitigar o impacto financeiro sobre os consumidores.

Intervenção Governamental

O governo brasileiro, reconhecendo o impacto dos altos preços dos combustíveis, prorrogou a desoneração do PIS/Cofins sobre o QAV por mais dois meses, até 31 de julho. Além disso, as companhias aéreas terão um período de carência para o pagamento de tarifas de navegação aérea, com vencimento apenas em dezembro.

Estrutura de Comercialização

A Petrobras é responsável pela comercialização do QAV produzido em suas refinarias ou importado. Após a compra, as distribuidoras transportam o combustível e o vendem a companhias aéreas e outros consumidores finais em aeroportos. Com aproximadamente 85% do mercado, a estatal opera em um ambiente de livre concorrência, permitindo a atuação de outras empresas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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