No próximo domingo, 31 de outubro, aproximadamente 41 milhões de colombianos irão às urnas para escolher o novo presidente do país, que governará de 2026 a 2030. Com um total de 14 candidatos na corrida, três deles se destacam como os mais prováveis a avançar para o segundo turno, agendado para 21 de junho.
Cenário Político da Colômbia
Os resultados das eleições podem ter um impacto significativo na direção política da Colômbia, que é o segundo país mais populoso da América do Sul, atrás apenas do Brasil. Existe a possibilidade de que a Colômbia se aproxime mais da política dos Estados Unidos na região, dependendo de quem for eleito.
Candidatos em Destaque
Os candidatos com maior potencial, segundo as pesquisas, são Ivan Cepeda, um filósofo de esquerda e defensor dos direitos humanos; Paloma Valência, uma senadora de direita próxima ao ex-presidente Álvaro Uribe; e Abelardo de La Espriella, um advogado bilionário com inclinações políticas em direção a líderes como Javier Milei e Donald Trump. Ivan Cepeda, em particular, é o favorito nas pesquisas e tem uma forte conexão com o atual presidente, Gustavo Petro.
Trajetória de Ivan Cepeda
Cepeda, que já ocupou cargos como deputado e senador, é conhecido por sua luta pelos direitos humanos e sua oposição ao passado político de Uribe, que é uma figura polarizadora. O candidato também foi um dos principais negociadores dos acordos de paz com as Farc, firmados em 2016, e tem como proposta a continuidade da política de Paz Total iniciada por Petro.
Influência Geopolítica
A Colômbia desempenha um papel estratégico na América do Sul, com acesso ao Pacífico e ao Caribe. A eleição de Cepeda pode manter a proximidade política com países como o Brasil, enquanto a vitória de Valência ou de La Espriella poderia resultar em um alinhamento mais estreito com os Estados Unidos.
Desafios e Oportunidades
A eleição também traz à tona questões delicadas, como os chamados ‘falsos positivos’, um escândalo que envolveu a morte de civis pelo exército colombiano durante o governo de Uribe. Cepeda se destacou por denunciar esses crimes, o que o posiciona como um candidato relevante na luta por justiça e direitos humanos na Colômbia.
Com a crescente popularidade de Gustavo Petro, que aumentou sua aprovação de 23% em 2023 para 49,1% em fevereiro de 2024, a eleição de seu sucessor pode ser vista como uma continuação de sua agenda política ou uma mudança de rumo, dependendo do resultado das urnas.


