Inovação em Terapias Celulares: Células-Tronco no Tratamento de Complicações Pós-Transplante de Medula

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© Gian Galani/PUC PR

Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) estão à frente de um projeto inovador que utiliza células-tronco mesenquimais para tratar a doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH), uma complicação grave que pode ocorrer após o transplante de medula óssea.

Entendendo a Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro

A DECH surge quando as células imunológicas da medula doada atacam o organismo do receptor, reconhecendo-o como um corpo estranho. Essa condição pode se manifestar de forma aguda nos primeiros 100 dias após o transplante ou de maneira crônica, anos depois.

Sintomas e Impactos da DECH

Nos casos agudos, os sintomas mais comuns incluem vermelhidão, ardência, náuseas e problemas no fígado, afetando principalmente a pele e o sistema gastrointestinal. A DECH crônica, por sua vez, pode causar rigidez, dificuldade respiratória e até úlceras em todo o corpo.

Tratamento Convencional e Desafios

O tratamento tradicional envolve o uso de corticosteroides, que visam reduzir a inflamação. No entanto, muitos pacientes não respondem adequadamente a esses medicamentos, necessitando de alternativas mais agressivas ou imunosupressores.

A Nova Abordagem: MesenCell

A terapia MesenCell, desenvolvida pela equipe da PUCPR, utiliza células-tronco mesenquimais, processadas em laboratório e armazenadas para uso posterior. Essa abordagem visa atuar diretamente na origem da doença, reduzindo a proliferação das células T e B responsáveis pelo ataque ao organismo.

Resultados Promissores

Em um estudo-piloto com 11 pacientes, metade deles apresentou remissão completa dos sintomas. A terapia proporcionou uma melhora significativa nos problemas gastrointestinais e na pele, revertendo até casos de esclerodermia, que afetam a mobilidade dos pacientes.

Próximos Passos e Parcerias

A nova fase de testes do MesenCell começará em setembro, envolvendo 20 pacientes em centros de referência no Paraná. Esta pesquisa, financiada por órgãos como a Finep e o CNPq, visa estabelecer futuras parcerias com indústrias farmacêuticas para a produção em larga escala do tratamento.

Essa inovação representa um avanço significativo na terapia de complicações pós-transplante, oferecendo esperança a pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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