Na última segunda-feira, 11 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se com a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, no Palácio do Planalto. Bachelet é candidata ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas (ONU), uma posição que nunca foi ocupada por uma mulher.
Apoio de Lula e Discussões Estruturais
Durante o encontro, Lula enfatizou a qualificação de Bachelet, afirmando que sua experiência como chefe de Estado e seu profundo conhecimento sobre a ONU a tornam uma candidata ideal para se tornar a primeira mulher latino-americana a liderar a organização. O presidente e Bachelet também abordaram temas como a atual situação global e a necessidade de reformar a ONU, além de fortalecer o multilateralismo.
Contexto da Candidatura de Bachelet
Atualmente, António Guterres é o secretário-geral da ONU, cargo que ocupa desde 2017 e foi reeleito para um segundo mandato em 2021. O novo secretário-geral assumirá em 1º de janeiro de 2027, e as articulações políticas para essa escolha já estão em andamento. A candidatura de Bachelet foi inicialmente apoiada pelos governos do Brasil, Chile e México, mas o Chile retirou seu apoio após a eleição do conservador José Antônio Kast.
Importância da Representação Latino-Americana na ONU
Os países da América Latina e do Caribe defendem que o próximo secretário-geral da ONU deve ser um representante da região, seguindo o princípio da rotatividade. O secretário-geral desempenha um papel crucial na representação do organismo internacional em reuniões com líderes globais e na promoção da paz mundial, buscando prevenir conflitos entre nações.
Perfil de Michelle Bachelet
Michelle Bachelet, com 74 anos, já foi presidente do Chile em dois mandatos: de 2006 a 2010 e de 2014 a 2018. Antes de sua presidência, atuou como ministra da Defesa e da Saúde. Com uma trajetória política voltada à centro-esquerda, Bachelet foi uma figura proeminente na luta contra a ditadura chilena entre 1973 e 1990. No cenário internacional, destacou-se como chefe do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e na liderança da ONU Mulheres.


