Tarifa Zero no Transporte: Uma Nova Perspectiva de Renda e Igualdade

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A proposta de implementar a gratuidade no transporte público nas capitais brasileiras pode injetar anualmente na economia cerca de R$ 60,3 bilhões, conforme um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Este impacto econômico poderia ser comparável ao do Bolsa Família.

Estudo e Implicações Sociais

O estudo, intitulado ‘A Tarifa Zero no Transporte Público como Política de Distribuição de Renda’, foi liderado pelo professor Thiago Trindade da UnB. A pesquisa sugere que a gratuidade no transporte pode ser uma ferramenta eficaz para reduzir desigualdades sociais, especialmente entre a população negra e os moradores de áreas periféricas.

Dados e Análises

Os pesquisadores basearam suas conclusões em dados da Pesquisa Nacional de Mobilidade de 2024, levando em conta isenções que já estão em vigor, como para idosos e pessoas com deficiência. Após essas deduções, a injeção real na economia seria de R$ 45,6 bilhões, promovendo um aumento significativo na renda disponível das famílias.

Impacto Econômico e Social da Tarifa Zero

A proposta de tarifa zero é vista como um ‘salário indireto’ que poderia beneficiar as camadas mais vulneráveis da sociedade, funcionando como um estímulo econômico que reverte em consumo e em arrecadação de impostos. O professor Trindade destaca que essa política pode ser tão transformadora quanto o Bolsa Família, ao proporcionar acesso à mobilidade como um direito social.

Financiamento da Política

As sugestões para financiar a implementação de um sistema de transporte gratuito incluem a substituição do vale-transporte por um modelo que envolva contribuições de empresas, isentando a maioria dos pequenos negócios. Essa abordagem pode viabilizar a tarifa zero sem sobrecarregar o orçamento federal.

Considerações Finais

A introdução da tarifa zero no transporte público poderia posicionar o Brasil como líder em iniciativas de redução de desigualdades sociais. A proposta não apenas melhoraria a qualidade de vida de milhões, mas também fortaleceria a democracia e a coesão social no país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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