Movimento em São Paulo clama pelo fim da escala 6×1 e ações contra o feminicídio

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© Letycia Treitero Kawada/Agência Brasil

Na última sexta-feira, 1º de setembro, diversas centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram na Praça Roosevelt, em São Paulo, para exigir a revogação da escala 6×1 e a implementação de medidas efetivas no combate ao feminicídio. Durante o ato, manifestantes expressaram sua insatisfação com a atuação dos parlamentares, utilizando camisetas e cartazes.

A Escala 6×1 e Seus Impactos

O professor Marco Antônio Ferreira, da rede pública, ressaltou a importância de conscientizar as novas gerações sobre a relevância da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em um cenário crescente de pejotização, onde trabalhadores são contratados como Pessoas Jurídicas (PJ). Essa prática, além de precarizar o emprego, pode resultar na perda de direitos fundamentais, como férias e 13º salário.

Desafios da Pejotização

A pejotização tem gerado preocupações entre os trabalhadores, especialmente aqueles que já vivenciaram a experiência da CLT. Uma pesquisa realizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras entidades revelou que mais da metade dos trabalhadores informais gostaria de voltar ao regime de CLT, evidenciando a insatisfação com as condições precárias de trabalho.

A Luta Contra o Feminicídio

Além das reivindicações trabalhistas, o protesto também enfatizou a urgência de enfrentar a violência de gênero. A pedagoga Silvana Santana abordou a escalada de feminicídios no Brasil, relacionando a misoginia contemporânea a um histórico colonial que ainda impacta a sociedade. Embora reconheça as iniciativas do governo para proteger as mulheres, Santana argumenta que essas ações são insuficientes e frequentemente tardias.

A Necessidade de Ações Mais Abrangentes

A pedagoga destacou a importância de um projeto robusto que promova a emancipação de afrodescendentes e que trate as mulheres como sujeitos plenos de direitos. Ela enfatizou que a violência contra as mulheres se manifesta de diversas formas, incluindo a violência patrimonial e intelectual, e que é crucial um olhar mais atento para as necessidades específicas das populações vulneráveis.

Em suma, o ato em São Paulo não apenas clamou pelo fim da escala 6×1, mas também destacou a luta contínua contra o feminicídio, evidenciando a intersecção entre direitos trabalhistas e direitos das mulheres. O engajamento da sociedade civil é fundamental para pressionar por mudanças significativas e urgentes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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