Setor Produtivo Exige Redução Mais Acentuada da Selic

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© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

As entidades do setor produtivo e representantes sindicais expressaram insatisfação com a recente redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Eles argumentam que essa diminuição é insuficiente para mitigar os impactos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

Avaliação da Redução da Selic

Atualmente, a Selic está fixada em 14,50% ao ano, um nível que, segundo as entidades, ainda é excessivo e continua a pressionar a economia brasileira.

Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera que o corte na taxa foi modesto e mantém os custos de crédito elevados. O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que essa situação compromete os investimentos e a competitividade da indústria. Ele também alertou sobre o aumento do endividamento de empresas e famílias, que afeta a saúde financeira geral da economia.

Comércio

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também criticou a decisão do Banco Central, sugerindo que uma redução mais significativa teria sido apropriada. O economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, destacou que a Selic elevada prejudica a atividade econômica, levando muitas empresas a enfrentar dificuldades financeiras e aumentando o endividamento das famílias.

Centrais Sindicais

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) também se manifestou, enfatizando que a diminuição de 0,25% não é suficiente diante do alto nível de endividamento das famílias. A presidenta da entidade, Juvandia Moreira, apontou que a política monetária impacta diretamente a renda da população. A Força Sindical corroborou essa visão, afirmando que os juros altos limitam o crescimento econômico e afetam a geração de empregos.

Demandas por Novos Cortes

Apesar das diferenças entre os setores, há um consenso de que é necessário um corte mais acelerado na Selic. As entidades concordam que o atual patamar de juros ainda restringe o crescimento econômico, o acesso ao crédito e o consumo no Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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