Em um ato de reivindicação por melhores condições de vida e permanência na universidade, estudantes da Universidade de São Paulo (USP) organizaram um protesto. A manifestação, que percorreu as proximidades do campus Butantã, ecoou as demandas por políticas mais robustas de assistência estudantil, abrangendo desde a qualidade e disponibilidade de alimentação até o acesso à moradia estudantil e o aumento das bolsas de auxílio.
Um Grito por Dignidade e Permanência
A mobilização estudantil, coordenada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre da USP), teve início em 15 de maio e já resultou na adesão de mais de 120 cursos em cinco dos dez campi da universidade. Os estudantes expressam profunda insatisfação com os recentes cortes em programas de bolsas, a insuficiência de vagas em moradias estudantis e problemas no fornecimento de água, fatores que comprometem diretamente a trajetória acadêmica e o bem-estar dos alunos.
A Paralisação que Transcende os Estudantes
A greve estudantil não ocorre isoladamente. Funcionários da USP também aderiram à paralisação, manifestando descontentamento com perdas salariais, a adoção de políticas de terceirização e a precarização do atendimento nos restaurantes universitários, além de apontarem para condições sanitárias inadequadas. Essa convergência de pautas evidencia um problema estrutural na universidade.
O Dilema Financeiro e a Prioridade da Permanência
Júlia Urioste, coordenadora-geral do DCE Livre da USP e estudante de Artes Cênicas, destacou a contradição entre a alegada falta de recursos e os investimentos realizados em outras áreas. “A universidade alega não possuir verba, um argumento similar ao utilizado pelos funcionários em greve. Contudo, observamos recursos destinados a itens questionáveis, enquanto o investimento essencial para a permanência estudantil é negligenciado”, afirmou Urioste. A principal reivindicação dos estudantes é a abertura de uma mesa de negociações com a reitoria para discutir soluções concretas.
Próximos Passos da Mobilização
A luta por melhores condições continua. Há previsão de novas manifestações para a manhã desta sexta-feira (24), com protestos planejados junto à reitoria dentro do campus Butantã, reforçando a urgência das demandas estudantis por uma USP mais inclusiva e acolhedora.


