Novo PAC destina obras preventivas a desastres na Zona da Mata, MG

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© Tânia Rego/Agência Brasil

A Zona da Mata mineira, região historicamente afetada por eventos climáticos extremos, será contemplada com um robusto pacote de obras de prevenção de desastres, anunciado pelo governo federal. A iniciativa faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e visa mitigar os impactos das fortes chuvas, que recentemente causaram perdas significativas nos municípios da área. O anúncio oficial ocorreu durante uma visita estratégica de ministros a Juiz de Fora e Ubá, cidades gravemente atingidas, sublinhando o compromisso governamental em fortalecer a resiliência regional. Este plano ambicioso não apenas foca na recuperação imediata, mas também estabelece um horizonte de longo prazo para a segurança e o bem-estar dos moradores da Zona da Mata mineira.

Ações governamentais para a prevenção e resposta imediata

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, detalhou as diretrizes e o escopo das intervenções que compõem o Novo PAC para a Zona da Mata mineira. Durante sua visita aos municípios de Juiz de Fora e Ubá, acompanhado pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, Costa enfatizou a urgência de projetos estruturantes para evitar a recorrência de tragédias. A prioridade máxima é a execução de obras de contenção de encostas, fundamentais para estabilizar áreas de risco, além de sistemas de macrodrenagem para escoamento eficiente das águas pluviais e a construção de barramentos que controlem o fluxo de rios e córregos.

As autoridades reconheceram que a complexidade de algumas dessas obras, especialmente em encostas instáveis, exige um processo meticuloso. Rui Costa explicou que nem todas as intervenções terão início imediato, pois demandam estudos aprofundados. “São áreas de encostas instáveis e que precisam de uma sondagem em cada área dessa, botar a maquininha lá, furar, ver qual a qualidade do solo, precisa ter um projeto”, afirmou o ministro, destacando a necessidade de diagnósticos precisos e projetos de engenharia específicos para cada localidade. Essa abordagem garante a segurança e a eficácia das soluções implementadas. Contudo, obras de reparo mais simples, que possam ser concluídas em até seis meses, serão prontamente incorporadas às ações da Defesa Civil, sob a alçada do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, assegurando uma resposta rápida às necessidades mais urgentes.

Equipes técnicas já estão mobilizadas para iniciar vistorias nos locais mais afetados. Essas visitas são cruciais para definir o tipo exato de intervenção necessária em cada situação, permitindo a customização das soluções de engenharia para maximizar sua eficiência. Embora os valores precisos para as obras estruturantes ainda não tenham sido finalizados, o ministro Rui Costa antecipou que os recursos devem somar centenas de milhões de reais, dada a magnitude dos desastres e a extensão dos projetos necessários. As obras emergenciais de reparo, com um aporte inicial de cerca de R$ 60 milhões para cada uma das cidades mais atingidas, têm previsão de início imediato, provendo alívio e reconstrução essenciais. Especificamente em Ubá, um projeto dedicado ao controle do volume de água do Rio Ubá será desenvolvido, visando prevenir inundações que historicamente assolam a cidade.

A comitiva ministerial, em sua passagem por Juiz de Fora, fez questão de visitar áreas emblemáticas, como o Morro do Cristo, de onde foi possível observar o impacto direto das chuvas nas residências, e a Estrada Engenheiro Gentil Forn, vital via de acesso à Cidade Alta, à Universidade Federal de Juiz de Fora e a diversos bairros populosos. Essas visitas proporcionaram aos ministros uma compreensão em primeira mão dos desafios enfrentados pela população e da urgência das obras anunciadas.

Suporte financeiro e social às famílias atingidas

Em paralelo às ações de engenharia e prevenção, o governo federal agiu prontamente para amparar as famílias da Zona da Mata mineira que perderam suas residências e bens. O presidente da República, em uma demonstração de agilidade, editou uma terceira medida provisória que destina R$ 266 milhões em recursos extraordinários. Essa iniciativa soma-se a outras duas medidas provisórias publicadas na semana anterior, que já previam mais de R$ 500 milhões em financiamentos e benefícios diretos para os afetados, consolidando um pacote de auxílio financeiro significativo para a região.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, detalhou as formas de auxílio habitacional que serão oferecidas àqueles que tiveram suas casas destruídas ou comprometidas. O programa prevê diversas modalidades de suporte para atender às diferentes necessidades da população. Para famílias em situação de vulnerabilidade, será disponibilizada a “compra assistida”, onde o governo federal arcará com o valor de R$ 200.000 para a aquisição de um novo imóvel. Além do custeio da moradia, essas famílias receberão um auxílio emergencial adicional de R$ 7.300. Esse valor extra é destinado à compra de equipamentos essenciais para o novo lar, como geladeira, fogão, cama e roupas de cama, garantindo um recomeço digno e equipado.

Para as famílias em melhor condição financeira, que também foram afetadas, mas possuem maior capacidade de investimento, serão oferecidas linhas de financiamento facilitadas. O objetivo é permitir que esses cidadãos possam reconstruir ou adquirir suas casas com condições mais acessíveis e favoráveis. A diversidade das modalidades de auxílio reflete a intenção do governo de prover um suporte abrangente, que contemple as particularidades de cada núcleo familiar e assegure que ninguém seja deixado para trás. A soma desses esforços financeiros e sociais representa um alívio fundamental para as milhares de pessoas que enfrentam o desafio da reconstrução em Minas Gerais.

Compromisso com a resiliência regional

O anúncio das obras do Novo PAC e das medidas de apoio às vítimas na Zona da Mata mineira reflete um compromisso contínuo do governo com a segurança e o desenvolvimento da região. A combinação de investimentos maciços em infraestrutura preventiva, como contenção de encostas e sistemas de drenagem, com um suporte financeiro e habitacional robusto às famílias, estabelece um plano abrangente de recuperação e resiliência. Embora os desafios sejam grandes e a complexidade das intervenções exija tempo, a mobilização de recursos e equipes técnicas demonstra a seriedade com que a questão é tratada. O objetivo final é não apenas reconstruir o que foi perdido, mas também preparar a Zona da Mata para enfrentar futuros eventos climáticos com maior segurança, promovendo um futuro mais estável e protegido para seus habitantes.

FAQ

Quais são as principais obras de prevenção previstas pelo Novo PAC na Zona da Mata?
As obras prioritárias incluem contenção de encostas, sistemas de macrodrenagem e a construção de barramentos para controle de rios, visando prevenir desastres causados por fortes chuvas.

Como as famílias que perderam suas casas serão auxiliadas?
As famílias receberão auxílio habitacional, que pode ser na forma de “compra assistida” ou linhas de financiamento. Adicionalmente, haverá um auxílio emergencial de R$ 7.300 para compra de móveis e eletrodomésticos essenciais.

Qual o montante total de recursos destinados inicialmente à região?
Além das centenas de milhões de reais previstos para obras estruturais do Novo PAC, já foram destinados R$ 266 milhões via medida provisória e mais de R$ 500 milhões em financiamentos e benefícios diretos para as famílias afetadas.

Qual é o prazo para o início das obras estruturais mais complexas?
Obras de reparo mais simples, com conclusão em seis meses, começarão imediatamente. As intervenções estruturais complexas, como contenção de encostas, dependerão de estudos de solo e projetos de engenharia detalhados, não tendo um prazo imediato para o início, mas as equipes técnicas já estão em campo para as vistorias.

Acompanhe as atualizações sobre o progresso dessas importantes obras e medidas de suporte para a Zona da Mata mineira. Sua informação é crucial para a mobilização e fiscalização cívica.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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