90 Anos da Rádio Nacional: Preservação e Inovações no Rádio Digital

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

O 7º Simpósio da Rádio Nacional, realizado no dia 21 de setembro, reuniu especialistas e profissionais do setor para discutir a preservação da memória radiofônica brasileira e as inovações necessárias para o futuro do rádio no ambiente digital. Este evento marca a celebração dos 90 anos da emissora, destacando sua relevância contínua em um mundo repleto de novas tecnologias.

A Importância da Preservação da Memória Radiofônica

Durante o simpósio, a discussão central girou em torno da importância de preservar os acervos históricos das emissoras de rádio, que são fundamentais para a identidade cultural e o acesso à informação. Os participantes enfatizaram que a conservação desses registros é crucial não apenas para a memória coletiva, mas também para garantir que futuras gerações tenham acesso à rica história do rádio brasileiro.

O Papel do Museu da Imagem e do Som

Cesar Miranda Ribeiro, presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, destacou a relevância do acervo da Rádio Nacional, que oferece uma rica coleção de materiais desde a década de 70. Ele mencionou que o museu abriga mais de 53 mil itens, incluindo partituras e documentos, muitos dos quais foram doados pela emissora. Essa colaboração é vital para a preservação da cultura brasileira.

Desafios da Digitalização

Maria Carnevale, gerente de acervo da EBC, abordou os desafios da digitalização dos arquivos da Empresa Brasil de Comunicação. Ela afirmou que a preservação exige critérios rigorosos de seleção e catalogação, além de um esforço humano significativo, mesmo com o auxílio da tecnologia, como a inteligência artificial.

Números do Acervo Digitalizado

Atualmente, 28,2% do acervo da EBC está digitalizado, o que inclui 7.280 fitas de rolo, 5.969 acetatos e mais de 153 mil páginas de roteiros de radionovelas. Carnevale ressaltou a importância de sistemas de armazenamento e metadados para facilitar a localização e reutilização desse material histórico.

Novas Formas de Interação no Rádio Digital

Thays Gripp, coordenadora artística da Rádio Globo, compartilhou a experiência de transformação da emissora para se adaptar ao mercado digital. A Rádio Globo agora interage com o público por meio de diversas plataformas, incluindo TV, redes sociais e podcasts, buscando atrair um público mais jovem e diversificado.

O Futuro do Rádio

O simpósio foi uma oportunidade para refletir sobre a conexão entre passado e futuro no rádio. Ao celebrar sua rica história, os participantes também discutiram os desafios e oportunidades que o futuro digital apresenta, enfatizando a necessidade de inovação contínua no setor.

Em suma, o 7º Simpósio da Rádio Nacional não apenas celebrou os 90 anos da emissora, mas também destacou a importância da preservação da memória e da adaptação às novas tecnologias, garantindo que o rádio continue relevante na era digital.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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